Soja na CBOT opera com volatilidade e perde força após abertura positiva nesta terça-feira

Câmbio e Economia

*Sêmia Mauad/ Agrofrequencia

Os preços futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) registram movimentação mista e próxima da estabilidade ao longo da manhã desta terça-feira, dia 27 de outubro. Após iniciarem a sessão em ritmo de recuperação em relação às perdas superiores a 1% verificadas na segunda-feira, dia 26 de outubro, os contratos perderam fôlego, alternando entre pequenas altas nos vencimentos mais curtos e leves baixas nos mais distantes.

Por volta das 11h47 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,4225 por bushel, operando com uma tímida alta de 1,00 cent (+0,08%) frente ao fechamento anterior. O vencimento janeiro/27 subia 0,75 cent, cotado a US$ 12,5325/bushel, enquanto o contrato março/27 permanecia estável a US$ 12,6100/bushel.

Nas posições mais distantes, o contrato maio/27 recuava 0,50 cent, para US$ 12,6950/bushel, e o julho/27 perdia 1,00 cent, sendo negociado a US$ 12,7550/bushel.

PERDA DE FÔLEGO AO LONGO DO PREGÃO

A movimentação no meio da manhã sinaliza uma desacelerada em relação ao momento de abertura do mercado. Mais cedo, às 8h59, o contrato novembro/26 registrava alta de 8,25 cents, atingindo a marca de US$ 12,4950 por bushel.

Contudo, a forte volatilidade do mercado e a dificuldade em sustentar a reação compradora fizeram o primeiro vencimento devolver cerca de 7,25 cents dos ganhos acumulados nas primeiras horas de negócios.

COLHEITA NOS ESTADOS UNIDOS

Um dos principais fatores de pressão sobre as cotações em Chicago é o ritmo célere dos trabalhos de campo na safra norte-americana. De acordo com o relatório semanal de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na segunda-feira (26), a colheita da soja atingiu 79% da área cultivada até o domingo, dia 25 de outubro.

O número representa um avanço de 15 pontos percentuais em relação à semana anterior e supera a média dos últimos cinco anos, que é de 77%. As condições climáticas secas e favoráveis ao longo de outubro aceleraram os trabalhos e consolidaram a expectativa de maior oferta disponível no mercado físico norte-americano no curto prazo.

EMBARQUES EFETIVADOS E DEMANDA CHINESA

Se o avanço da colheita limita novas altas, os dados de exportação do USDA trouxeram suporte ao mercado. O levantamento de inspeções de embarques informou que os EUA embarcaram 2,48 milhões de toneladas de soja na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um crescimento de 19,7% na comparação com o relatório da semana anterior.

A China manteve a liderança isolada como principal destino do grão norte-americano, absorvendo 1,65 milhão de toneladas do total embarcado no período.

CÂMBIO NO BRASIL E COMPETITIVIDADE

No ambiente doméstico, os operadores acompanham de perto o comportamento do Dólar frente ao Real. Na sessão de segunda-feira, a forte desvalorização da moeda brasileira figurou como um dos elementos que impulsionaram a queda superior a 1% da soja em Chicago, ao tornar a produção brasileira ainda mais competitiva no mercado internacional.

Nesta terça-feira, análises da Pro Farmer indicam que o Real ensaia sinais de estabilização após a turbulência registrada no início da semana. Contudo, a volatilidade no câmbio permanece como uma variável central nas projeções de preços no mercado físico de Mato Grosso e na formação dos prêmios de exportação nos portos brasileiros.

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