*Sêmia Mauad/ Agrofrequência
Os contratos futuros da soja fecharam em leve queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, dia 13 de outubro, registrando o segundo pregão consecutivo no vermelho.
O movimento refletiu o ritmo acelerado das máquinas nas lavouras do Meio-Oeste norte-americano, favorecido pelo tempo seco recente, enquanto o mercado aguardava a divulgação do relatório semanal de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No mesmo sentido, o trigo manteve a trajetória descendente, ignorando inclusive as novas tensões geopolíticas no Mar Negro. Já o milho fechou praticamente estável, oscilando perto das mínimas em dois meses.
AVANÇO APRESSADO DAS MÁQUINAS NO MEIO-OESTE
A janela de tempo seco que predominou no Corn Belt na última semana permitiu que os produtores norte-americanos acelerassem a colheita tanto de milho quanto de soja. O ritmo acelerado busca antecipar os trabalhos antes da chegada de uma frente fria e chuvosa prevista para atingir as regiões ocidentais dos EUA até o final desta semana, que deverá ser seguida por um novo período de clima seco.
Dados divulgados pelo USDA indicam que, até o último domingo, a safra de soja, bateu 44% do total semeado e colhido;A safra de milho chega a 38% das lavouras recolhidas.
COMPORTAMENTO DOS PREÇOS EM CHICAGO
Com a pressão sazonal de oferta decorrente da colheita em andamento, os preços dos principais grãos fecharam a terça-feira cotados da seguinte forma:
Soja (Vencimento Novembro): Fechou em queda de 4,00 centavos, negociada a US$ 12,8375 por bushel.
Milho (Vencimento Dezembro): Registrou leve recuo de 0,25 centavo, cotado a US$ 4,8275 por bushel. O cereal segue pressionado pelo aumento da oferta nas propriedades e pelo corte nas estimativas de preços após o USDA ter elevado a previsão de produção norte-americana no final da semana passada, fator atenuado apenas por uma demanda aquecida de exportação.
Trigo (Vencimento Dezembro): Recuou 3,00 centavos, encerrando a US$ 6,6925 por bushel, marcando a quarta queda nos últimos cinco pregões.
MAR NEGRO E GEOPOLÍTICA
No mercado de trigo, chama a atenção dos operadores o fato de as cotações continuarem em queda mesmo diante do acirramento dos conflitos na guerra entre Rússia e Ucrânia. Recentemente, dois navios de carga foram atingidos por ataques de drones na costa da Bulgária, na zona de exportação do Mar Negro.
Apesar das ameaças recorrentes à navegação comercial na região, a ampla oferta global e o fluxo regular de grãos têm sobressaído e amortecido o impacto geopolítico sobre os preços na Bolsa de Chicago.