Brasil conclui negociações sanitárias e abre mercados de pet food na Colômbia e genética animal em Bangladesh

Pecuária Suinocultura

*Sêmia Mauad/ Agrofrequencia

O Governo Brasileiro concluiu duas importantes negociações sanitárias no cenário internacional, expandindo a presença do agronegócio nacional na América Latina e no Sul da Ásia. As tratativas diplomáticas e técnicas resultaram na abertura do mercado da Colômbia para petiscos de uso animal derivados de subprodutos suínos e bovinos, além da autorização de Bangladesh para a importação de material genético e bovinos vivos para reprodução.

A chancela dos acordos fortalece a estratégia de agregação de valor às cadeias de proteína animal do país e amplia a pauta exportadora do setor agropecuário brasileiro.

APROVEITAMENTO DE SUBPRODUTOS E MERCADO PET NA COLÔMBIA

A negociação com as autoridades sanitárias colombianas abre caminho para a exportação de alimentos e petiscos para animais de estimação (pet food), com foco em produtos mastigáveis e desidratados.

A medida representa um avanço comercial estratégico para os frigoríficos e indústrias de graxaria e processamento, pois viabiliza a comercialização de cortes e partes de suínos e bovinos de menor valor no mercado interno — como orelhas, focinhos e peles. Processados sob rigorosos padrões sanitários, esses itens ganham alto valor agregado na indústria internacional de petiscos para pets.

A Colômbia consolida-se como um dos parceiros comerciais mais relevantes do Brasil na América Latina. Em 2025, o país vizinho importou mais de US$ 873 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para a compra de café, produtos de origem florestal e proteínas de origem animal.

GENÉTICA ZEBUÍNA BRASILEIRA GANHA ESPAÇO EM BANGLADESH

No continente asiático, Bangladesh concluiu o processo de autorização sanitária para a entrada de embriões bovinos e bubalinos (produzidos tanto in vivo quanto in vitro), além de sêmen bovino e animais vivos voltados à reprodução e ao melhoramento genético.

A abertura abre uma janela de oportunidades para as centrais de inseminação e cabanhas brasileiras, que passam a fornecer genética de alta performance para o rebanho bengali. O foco está no incremento da produtividade de carne e leite do país asiático, aproveitando o reconhecimento da rusticidade e eficiência da genética zebuína desenvolvida no Brasil.

O mercado de Bangladesh já possui uma relação sólida com o agronegócio nacional. Em 2025, o país importou US$ 2,66 bilhões em commodities brasileiras, tendo como principais vetores de consumo o complexo soja, açúcar, etanol, fibras e produtos têxteis.

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