Preços do café recuam em Nova York e Londres nesta terça-feira (20)

Mercados Café

*Sêmia Mauad/ Agrofrequencia

Após um início de semana marcado por forte valorização, o mercado internacional do café opera em campo negativo nas bolsas de Nova York e Londres nesta terça-feira, dia 20 de outubro. O movimento reflete uma acomodação técnica por parte dos investidores e a realização de lucros, enquanto o setor monitora os níveis críticos dos estoques certificados e as perspectivas climáticas para a oferta global.

O recuo ocorre logo após a sessão de segunda-feira registrar fortes ganhos. No pregão anterior, o contrato de café arábica para dezembro/26 havia fechado cotado a 315,70 cents por libra-peso, com alta expressiva de 3,31%. Na mesma linha, o café robusta para janeiro/27 subira 2,20%, encerrando a US$ 3.480 por tonelada.

COTAÇÕES EM NOVA YORK (ICE FUTURES US) – CAFÉ ARÁBICA

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica apresentam perdas moderadas em todos os vencimentos acompanhados:

-Dezembro/26: Negociado a 313,00 cents por libra-peso, registrando desvalorização de 0,86%;

-Março/27: Opera em queda de 0,91%, cotado a 299,50 cents por libra-peso;

-Maio/27: Recua 0,93%, valendo 294,70 cents por libra-peso.

COTAÇÕES EM LONDRES (ICE FUTURES EUROPE) – CAFÉ ROBUSTA

Na Bolsa de Londres, o mercado do café robusta também acompanha o viés de baixa nesta terça-feira:

-Novembro/26: Negociado a US$ 3.471 por tonelada, com baixa de US$ 13;

-Janeiro/27: Cotado a US$ 3.467 por tonelada, com recuo de US$ 13;

-Março/27: Opera a US$ 3.447 por tonelada, queda de US$ 11.

ESTOQUES CERTIFICADOS EM INCE SEGUEM EM NÍVEIS CRÍTICOS

Apesar do alívio pontual nos preços hoje, o quadro fundamentalista do mercado permanece sustentado pela oferta restrita no curto prazo. Os estoques certificados de café arábica na Bolsa de Nova York continuam em patamares historicamente baixos, somando atualmente 240.767 sacas.

O volume flerta de perto com a mínima registrada em setembro, quando o nível de sacas auditadas caiu para 217.646 unidades, o menor patamar computado em aproximadamente 27 anos. A lentidão na chegada de novos carregamentos brasileiros aos armazéns credenciados antes do vencimento do contrato de dezembro/26 mantém o alerta ligado entre os negociantes.

CLIMA E IMPACTO DO EL NINÕ NO RADAR DAS ORIGENS PRODUTORAS

As condições meteorológicas nas principais regiões cafeeiras do mundo continuam sob forte escrutínio dos agentes do setor. As atenções voltam-se especialmente para os riscos associados ao fenômeno El Niño, que impacta diretamente as áreas produtoras de café robusta e conilon.

O monitoramento segue concentrado no comportamento do clima em polos estratégicos do Brasil, como o Espírito Santo e Rondônia, além das lavouras da Indonésia. O desenvolvimento das floradas e a regularidade das chuvas nesses locais serão determinantes para balizar a oferta global nas próximas temporadas.

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